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Pinheiros à mesa: Jun Sakamoto e a gastronomia que redesenhou o bairro

08/10/2026

Pinheiros sempre foi um bairro de contrastes. Casas antigas e edifícios recentes dividem a mesma quadra; endereços discretos recebem alguns dos melhores chefs da cidade; uma rua silenciosa pode desembocar, poucos metros depois, em uma sequência de bares, cafés e restaurantes.

É justamente essa mistura que lhe dá personalidade.

Não há em Pinheiros a formalidade dos Jardins nem a vocação exclusivamente boêmia de outros bairros. O que existe é um equilíbrio raro entre vida residencial, gastronomia, cultura e serviços. Um bairro onde se pode começar o dia em uma padaria de bairro, almoçar em um restaurante premiado, atravessar a tarde entre galerias e livrarias e terminar a noite sem precisar cruzar a cidade.

Para quem vive São Paulo intensamente, isso faz diferença.

Jun Sakamoto: precisão sem excessos

A Rua dos Pinheiros e seus arredores ajudaram a redesenhar o mapa gastronômico da cidade, mas hoje essa cena ultrapassa o eixo mais conhecido do bairro. Cozinhas autorais, pequenos balcões, casas de vinho e restaurantes conduzidos por chefs de linguagem muito própria passaram a fazer parte de sua paisagem.

Entre esses endereços está o Jun Sakamoto, na Rua Lisboa, reconhecido com uma estrela Michelin.

A experiência ali é quase o oposto da exuberância.

O salão é discreto. O serviço acompanha o ritmo da cozinha sem interferir. No balcão, o sushi é tratado com rigor absoluto: arroz na temperatura correta, cortes precisos e peixes escolhidos de acordo com a estação.

O Guia Michelin destaca Jun Sakamoto como um mestre do nigiri. E é justamente nessa economia de gestos que o restaurante se impõe.

Nada precisa disputar atenção com o prato.

É também uma boa síntese de uma certa Pinheiros: qualidade sem excesso de exposição, endereço conhecido por quem procura e uma relação mais íntima com a cidade.

Viver bem, sem transformar a rotina em deslocamento

Parte do que tornou Pinheiros tão desejado está na possibilidade de permanecer perto de tudo sem viver no centro do ruído.

Restaurantes, mercados, academias, lojas, cafés e espaços culturais estão espalhados por poucas quadras. Em vários trechos, o carro deixa de ser indispensável.

Isso interfere diretamente na maneira de viver o bairro.

Um jantar pode ser decidido no fim da tarde. Um café entra naturalmente no caminho. Uma compra, uma visita a uma galeria ou um almoço de domingo não precisam exigir uma travessia pela cidade.

Em São Paulo, onde boa parte do tempo costuma ser consumida em deslocamentos, essa proximidade ganha outro valor.

Entre Pinheiros e Jardins

A Rua Capote Valente ocupa uma posição especialmente interessante nesse mapa.

De um lado está Pinheiros, com sua vida gastronômica e cultural. Do outro, a proximidade dos Jardins, com outro ritmo de comércio, serviços e restaurantes.

É nessa região que está o NAEEM, da Mitre, na Rua Capote Valente, 989.

O projeto reúne arquitetura de Königsberger Vannucchi, paisagismo de Benedito Abbud e interiores desenvolvidos pela NKEY. Mais do que a soma dessas assinaturas, porém, o endereço é parte importante de sua proposta.

Estar entre Pinheiros e Jardins permite combinar uma vida residencial mais reservada com acesso rápido a alguns dos melhores endereços de São Paulo.

Conheça o NAEEM e descubra outra maneira de viver São Paulo.

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